Partilha de ficheiros faz aumentar venda de CDs
Continuando pela música e no combate à demagogia da
RIAA, foi recentemente divulgado mais um estudo que conclui que os cibernautas que utilizam sistemas de partilha de ficheiros na Rede para encontrarem novas músicas tendem a comprar mais CDs do que antes de recorrerem a esses serviços
Peer-to-Peer. Este
relatório é da autoria da firma de estudos de mercado
Music Programming Ltd. Quem acredita que a RIAA levará em conta estes resultados?
Outra novidade que demonstra o actual estado negro da indústria discográfica é o facto de, segundo a
Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o número de CDs piratas vendidos em todo o mundo durante 2002 ter ultrapassado os mil milhões de dólares. De acordo com um
relatório da IFPI , o mercado de música ilegal representa actualmente 4,6 mil milhões de dólares globalmente. As previsões da Federação apontam para que dois em cada cinco CDs ou cassetes vendidas sejam ilegais.
Do número total estimado de copias de música ilegal vendidas, 40 por cento têm origem em linhas de produção fabril que produzem produtos com aspecto profissional, sem que a indústria ou os artistas recebam qualquer dinheiro em troca. Calcula-se que grupos de crime organizado na Ásia e Rússia sejam os principais responsáveis por este mercado bastante lucrativo. E assim vai o estado da indústria discográfica: em vez de se perseguir os gangs criminosos que roubam dinheiro aos criadores, monitoriza-se completamente o comportamento do utilizador comum e honesto com vista a detectar qualquer deslize, através de tecnologias de
Digital Rights Management. Nos dias de hoje, já não se pode conhecer, experimentar, ouvir, apreciar música. "Consome e cala!", dizem-nos as RIAAS deste mundo.
Publicado por macaetano em julho 10, 2003 05:04 PM