Uma crítica da vida real enquanto jogo de computador
Ou a vida real encontra-se com a vida virtual. Mas o que é virtual e o que é real? Porque é que a realidade não pode ser vista como um jogo, para quem passa a maior parte do dia nos mundos de aventuras medievais, tiroteios em caves soturnas, relvados de campos de futebol feitos de pixels ou explorações intergalácticas? Os psicólogos, moralistas, intelectuais humanistas, conservadores e a maior parte da população acima dos 30 anos não deverá ler o artigo que o site de jogos
GameSpot publicou recentemente, sob pena de sofrerem um colapso. Trata-se justamente, de uma
crítica à vida real (Real Life), à realidade material de todos os dias em oposição à vida virtual e ficcional dos jogos. Foucault, Deleuze e Derrida adorariam. É a declaração de morte do humanismo? É o culminar do processo de transformação da realidade em simulação? Quem sabe. Eu por mim, acho que o artigo está muito bem escrito. Até porque, acima, de tudo, o autor faz questão de referir que a
Real Life é o melhor de todos os jogos. Talvez se passarmos a analisar a realidade de uma forma mais objectiva, como este artigo faz, venhamos a compreender melhor quem somos.
Volumes have already been written about real life, the most accessible and most widely accepted massively multiplayer online role-playing game to date. Featuring believable characters, plenty of lasting appeal, and a lot of challenge and variety, real life is absolutely recommendable to those who've grown weary of all the cookie-cutter games that have tried to emulate its popularity--or to just about anyone, really.
Ultimately, if you take a step back and look at the big picture, you'll see that real life is an impressive and exciting experience, despite its occasional and sometimes noticeable problems. It says a lot for real life that, even with these issues, it's still very highly recommendable. Simply put, those missing out on real life are doing just that.
Publicado por macaetano em julho 17, 2003 07:08 PM