agosto 18, 2003
Primeira Flash Mob portuguesa em preparação
Via If Then Else, no site fmpt:
"Seja bem-vindo.
Pretendemos, através deste blog, informar a todos os membros participantes do Flash Mob Nacional (o qual será posto em marcha em breve) acerca da sua constituição e os seus objectivos. Também será aqui a base para a apresentação de novidades.
Flash Mob, no seu sentido mais básico, consiste na reunião de um grupo de indivíduos num certo local de uma cidade (que será neste caso, visto a origem do projecto, em Lisboa, embora seja também uma possibilidade noutras cidades) efectuando uma série de acções que tanto podem ser consideradas normais, como podem ser catalogadas de ridículas e peculiares. Mas não se assustem.
O objectivo do Flash Mob é não ter objectivo nenhum, pois o conceito principal reside no activismo colectivo, "Gather and Disperse", que exige alguma coragem na execução do acto e uma dose de indiferença em relação à exposição pública. Imaginem uma espécie de musical na rua, em que sem aviso e do nada, um grupo de pessoas (aparentemente desprovidos de qualquer relação entre si) se reúne para compôr a peça, e logo a seguir, se dispersa como se nada tivesse acontecido.
Paralelamente, intencionamos ser anónimos quanto possível de modo a não envolver os participantes em comprimissos demasiado sérios (isto é, nada que inflinja a Lei), já que o Flash Mob sublinha o convívio e a diversão como a maior prioridade (estas, esperemos, testemunhadas em fotografias que serão publicadas aqui). O que se faz não se limita às táticas sem sentido de tipo "Apanhados", mas igualmente por boas causas, numa versão guerrilla.
Analisando duma certa perspectiva, pode-se considerar o Flash Mob uma espécie de movimento social, artístico e radical, que desafia a percepção normal da sociedade, apanhando-a desprevenida, enquanto se reforça a interactividade entre os membros.
A única exigência feita aos participantes, será obviamente, a utilização de um email para a mailing list.
A manutenção deste blog ainda está na fase inicial, mas podem já participar na nossa mailing list :http://groups.yahoo.com/group/flashmobpt/ e discutir sobre possíves planos, novas ideias e questões."
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06:39 PM
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agosto 04, 2003
E viva o Minho!!!
E o Vinho Verde, pois está claro, apesar de eu desconfiar que o pessoal que está na Minho Campus Party gostar mais de colas e Red Bulls. Não há cafeína que aguente para ficar acordado toda a noite e transferir todas as músicas, filmes, jogos e distribuições do Linux que se pretende. Depois da minha referência a este evento aqui, minutos antes da sua abertura oficial, à meia-noite de 30 de Julho, surgiram alguns relatos, crónicas e reportagens em directo do MCP no lugar do costume, isto é, o GIlDot, tendo algum pessoal apontado várias críticas à organização do evento e outros evidenciado e bem que quem vai para estas coisas já deve estar preparado para encontrar a selva. É como os festivais e as raves...
Depois desta thread, em jeito de oportunismo crasso, uma pseudo-jornalista do Diário Económico veio pedir à comunidade do GilDot que contribuisse voluntariamente com histórias sobre o evento, já que não teve tempo suficiente para se deslocar até Viana. Enfim, é o triste estado a que a comunicação social chegou, chegando ao ponto de precisar de "voluntários" para fazer o trabalho de uma jornalista.
Quem está no Pavilhão de Exposições de Biana de corpo e espírito, salvo seja, é o Paulo Querido, sempre em cima do acontecimento, como nos mostra neste post. Já agora, queria avisar o estimado público leitor que a partir de terça, dia 5, até à outra terça, dia 12, estarei em Santa Cruz, arredores de Torres Vedras, para saborear a brisa marítima ocidental e escapar do forno que é, neste momento, todo o Sul de Portugal. Por causa das coisas, levo o meu portátil. Preciso é de arranjar um cibercafé... Se alguém conhecer um na zona, que me informe, se faz favor. Assim, eu poderia continuar a mandar cá para a blogosfera nacional as últimas do que há de mais novo, criativo e interessante em termos de cibercultura.
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12:59 AM
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agosto 02, 2003
A cena independente dos jogos de computador
Um artigo na MSNBC, "Fast, cheap and everywhere", aborda a cena dos programadores independentes de jogos de computador. Com poucos recursos disponíveis mas quase nenhumas limitações à sua criatividade, estes developers estão apaixonados pela sua arte e consideram que representa a forma mais pura de criação de jogos. Just for fun.
"NDEPENDENT COMPUTER GAMING. It’s not always pretty, but ask any one in the biz and they’ll say that it represents the purest form of game development. And sometimes the cheapest. A check for ten bucks sent to a site called Cheap Ass Games buys you “Dr. Blob’s Organism.”
And because indie gaming lies outside of the publisher money train — and all the corporate pressures to follow trends — it often delivers some of the most creative PC games available to an audience far beyond your typical 19-year-old gamer.
Cheap ... cutting edge ... a different audience ... are indie games the punk rock of computer gaming?"
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11:04 AM
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agosto 01, 2003
Conteúdos abertos e criação de valor
Magnus Cedergren, estudante pós-graduado em Ciência de Computação e Tecnologia dos Média no Royal Institute of Technology (RIT), de Estocolmo, na Suécia, acaba de ver publicado um ensaio seu no número de Agosto da First Monday intitulado "Open Content and Value Creation", em que tenta responder a questões como quais são as forças de base por detrás da criação de conteúdos abertos e Que tipo de valor é criado com esse conteúdo.
"The borderline between production and consumption of media content is not so clear as it used to be. For example on the Internet, many people put a lot of effort into producing personal homepages in the absence of personal compensation. They publish everything from holiday pictures to complete Web directories. Illegal exchange of media material is another important trend that has a negative impact on the media industry.
In this paper, I consider open content as an important development track in the media landscape of tomorrow. I define open content as content possible for others to improve and redistribute and/or content that is produced without any consideration of immediate financial reward — often collectively within a virtual community. The open content phenomenon can to some extent be compared to the phenomenon of open source. Production within a virtual community is one possible source of open content. Another possible source is content in the public domain. This could be sound, pictures, movies or texts that have no copyright, in legal terms.
Which are the driving forces for the cooperation between players that work with open content? This knowledge could be essential in order to understand the dynamics of business development, technical design and legal aspects in this field. In this paper I focus on these driving forces and the relationships between these players."
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05:53 PM
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julho 30, 2003
Minho Campus Party começa oficialmente dentro de minutos
É verdade, quase me ia esqueçendo: a terceira edição da Minho Campus Party abriu hoje às 10 da manhã mas o início oficial terá lugar dentro de poucos minutos, à meia-noite, no Pavilhão de Exposições de Viana do Castelo. O festival dos hackers, geeks e outros maluquinhos do computador acaba domingo, dia 3 de Agosto. Infelizmente, não tenho neste momento grandes condições para ir lá, mas é uma pena. Desde a primeira edição que eu tento estar lá e até agora, nunca deu. Este ano, até era bom, já que passei a ter um portátil. Enfim, esperemos que para o ano as coisas estejam melhor em termos de tempo, disposição e dinheiro para que possa estar a blogar sem fios e em tempo real as conferências do programa ao mesmo tempo que estiver a transferir montes de filmes, jogos e discos, tirando partido daquela largura de banda fenomenal - 100 Mbps da PT, sem contar com o hotspot de 54 Mbps da Cisco - e a curtir uns copos com alguns dos mais de mil participantes. Para quem estiver em Viana, bons downloads e copos!! Já agora, apelava ao pessoal presente que pudesse blogar o evento para os outros e que me informassem.
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11:52 PM
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Transhumanistas e ciborgues de todo o mundo reuniram-se numa conferência em Yale
Referindo-se a uma conferência sobre o movimento transhumanista - que defende a superação do homem através de robôs inteligentes - realizada na
Universidade de Yale, nos Estados Unidos, Roland Piquepaille escreveu no seu blog:
"The World Transhumanist Association conference was held in June 2003 at Yale University. Its goal was to define the future rights of the cyborgs, intelligent robots made from human and machine parts. It also raised the question of whether or not humans should admit these coming cyborgs as citizens.
Erik Baard reports about the conference in the latest issue of the Village Voice. His story is aptly subtitled "Inside the Movement for Posthuman Rights." Here are some highlights of the three-day event which gathered 160 academics and other thinkers aspiring to immortality by adding human consciousness into machines."
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11:30 PM
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Ferramentas da Microsoft identificam flamers em newsgroups
Yep, isso mesmo newsgroups da velhinha Usenet. Segundo a InternetNews, quase uma década depois do período áureo dos grupos de discussão, a Microsoft decide voltar ao passado e desenvolver ferramentas que identificam os flamers. Quando estiverem concluídas, estas aplicações, baseadas no NetScan, desenvolvido pelo sociólogo da MS Marc Smith, irão analisar o que as pessoas dizem num newsgroup, a forma como o escrevem, a extensão da thread - threads mais longas indicam aparentemente a presença de flames - e determinarão se são "amigáveis" ou não. Não seria mais apropriado desenvolver uma aplicação destas para blogs colectivos como o Slashdot ou o GilDot, ou mesmo para a blogosfera rizomática?
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10:24 PM
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Artigo sobre preservação arqueológica do software na Salon
Intitulado
"Prowling the ruins of ancient software", um artigo da
Salon apresenta as iniciativas que estão a actualmente a decorrer no sentido de preservar
software prestes a tornar-se ou que já se tornou obsoleto e os problemas com que os "arqueólogos" do
software se defrontam actualmente, num clima pós-DMCA (
Digital Millenium Copyright Act), aquela lei draconiana de 1998 em vigor nos Estados Unidos que limitou severamente a utilização justa - fair use - de obras protegidas por direitos de autor. Não tenhamos ilusões: Este assunto é importante não só para os próprios programadores, mas também para toda a comunidade de utilizadores.
Alguns programas, como jogos e outras aplicações revolucionárias, devem ser consideradas obras de arte património da humanidade, quer pelos seus gráficos, interface de utilizador ou pela forma como influenciaram a sociedade. Neste grupo, eu incluiria o Lotus 1-2-3, o Mac OS, o Pac-Man, o Bricks, o Tetris, o Microsoft Word (sim, por muito que me custe...), o browser Mosaic, o Adobe Photoshop, o Space Invaders e outros que fazem parte da história da informática. Aqui vai um excerto do artigo:
"It's an uphill battle on a hill that is only growing steeper. With new programs replacing old and no major company or institution playing the central role of source-code archivist, the amount of software history currently circling the memory hole is scarily large. And even if there were a central institution, recent changes to the copyright code have made the transfer of source code from old media to new forms of storage a dicey prospect, legally. Add it all up, and you have the ideal makings for what some are already calling the "digital dark age."
'Things are going to be lost not because people don't want to save them or because the original creators don't want to save them, but because they can't save them,' says Brewster Kahle, founder of the Internet Archive, an institution that has lobbied for a safe harbor within the Digital Millennium Copyright Act to shield institutions looking to archive source code."
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01:40 PM
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julho 29, 2003
DARPA cria mercado de futuros para atentados terroristas no Médio Oriente
Se o projecto da
DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), agência do
Departamento de Defesa dos EUA, for avante, dentro de pouco tempo será possível apostar através da Web dinheiro na ocorrência de um atentado terrorista, de assassinatos políticos de um importante evento de relações internacionais no Médio Oriente. Tudo graças a uma bolsa de mercados de futuros para previsões deste tipo que se deverá chamar
Policy Analysis Market.
O site irá receber apostas de utilizadores anónimos. As acções do novo mercado bolsista irão abranger desde a morte de um primeiro ministro até um atentado biológico. Apesar da DARPA ainda não ter confirmado se a iniciativa irá envolver dinheiro, existe o rumor de que o prémio por cada palpite certo será de um dólar por negócio. As inscrições serão abertas no primeiro dia de Agosto, sendo que irão ser disponibilizadas mil vagas para apostadores. O objectivo do Pentágono é tentar aperceber-se de antemão da ocorrência de atentados através dos indicadores da bolsa, angariando, ao mesmo tempo, umas verbas adicionais.
Byron L. Dorgan e Ron Wyden, dois senadores democratas, já apresentaram a sua oposição ao projecto, afirmando que este é moralmente incorrecto. Ora aqui está uma ferramenta oferecida de bandeja pelos Estados Unidos aos terroristas para lucrarem com os seus golpes, atentados e assassinatos...
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08:20 PM
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O futuro das Smart Mobs e o surgimento da Geração Txt
Na
ezine Mpulse está uma
entrevista a Howard Rheingold em que o autor desenvolve alguns dos pontos abordados no seu mais recente livro
"Smart Mobs". Apesar de ser já de Fevereiro, esta peça explica bem o seu pensamento. Na introdução desta obra, Rheingold afirma reconhecer uma revolução quando está perante ela. Neste caso, trata-se da Geração Txt, abrangendo os miúdos que têm vindo a crescer nos últimos anos lidando diariamente com as mensagens SMS e utilizando os seus telemóveis, dispositivos móveis e blogs para comunicar, conviver em comunidade e organizarem-se a si própiros. O autor debate casos particulares em que se nota mais acentuadamente esta tendência e a mudança massiva que vem a caminho, em consequência da generalização destas novas tecnologias.
"I think both blogging and picture phones are very powerful phenomena in themselves, but when you combine the ability of anyone on the street to send media from where they are to anyone else in the world through the Web, I think that it portends significant changes, though it's rudimentary today.
I also think the simple combination of GPS and the broadband mobile Internet will enhance this revolution significantly. You don't even need to add that much broadband just to know where your buddies are, or how to get wherever it is you're going. I think that one simple thing, location awareness, could have a massive impact on the way humans communicate."
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12:28 PM
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julho 18, 2003
Steven Johnson enumera "buracos" do Google
Steven Johnson, autor de "Interface Culture" e de "Emergence"
andou à procura de buracos ou falhas no
Google, isto é, situações em que o recurso ao popular motor de pesquisa poderá não fornecer os melhores resultados, tendo encontrado três. O primeiro refere-se ao facto de que quando procuramos por qualquer produto o mais provável é que sejamos encaminhados para um site comercial do que um que contenha informação imparcial sobre esse produto. A segunda falha encontrada por Johnson consiste em palavras que são utilizadas em contextos diferentes, como pesquisas por "Apple" (maçã). Em último lugar, refere que demasiadas pessoas estão a efectuar pesquisas básicas através do Google, obtendo apenas acesso a artigos em formato PDF - o mais utilizado online pelos investigadores e autores - e não livros.
O artigo publicado na
Slate fez com que Johnson tivesse sido alvo da fúria de vários flamers defensores do Google. Por isso, decidiu escrever no seu blog uma
resposta a essas críticas:
"I am getting flamed to high heaven in Slate's Fray for a piece of mine they just posted talking about some of the built-in limitations of the Google PageRank system. The general critique seems to be that I don't understand how to refine a search, which I guess I should have made clear in the piece itself. (I do, for the record. I also think Google is absolutely brilliant.) But as you can see if you follow the link, it's not a piece about how to use Google more effectively; it's a piece about ways that Google's system implicitly pushes us in certain directions, which makes it less like an authoritative reference source, and more like an op-ed page. (Nothing wrong with that, just something we should keep in mind.) Normally I quote from the articles themselves in this blog, but today I think I'll quote from a followup comment that I posted in the Fray:
'The point I'm trying to make is that all other things being equal, Google will skew results towards online stores and pages linked to by the blogging community. (And away from books towards articles, though that's a slightly different point.) You can make things less than equal by doing more refined searches, but that doesn't mean the skew isn't important. This reminds me in a way of the old debate about Microsoft controlling the desktop -- the Microsoft folks would always say, "people can install their own application icons on the desktop so what's the big deal if our icons come as part of the default setup?" The point is that default biases in widely used tools have real effects, even if there are relatively easy ways around them.
Here's a more real-world example of the bias at work, which is equally self-reflexive: search on "steven johnson emergence." The top ten results are either from blogs, Amazon product pages, or the O'Reilly Network (very big with the open source and blogging communities.) Now, Emergence was reviewed by the NY Times, the Economist, the Village Voice, the UK Guardian, and dozens of other major publications with huge readerships. But Google doesn't think those results are as relevant as blogger reviews. Now, I'm a blogger, and I love the blogging community, so I think in a way that this is not necessarily bad news. But it's hard not to see it as a kind of bias. '"
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04:10 PM
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Creative Commons: Take another little piece of my Art
Fazendo um trocadilho com a canção de Jonis Joplin, no site da
Creative Commons está um
artigo que explica o modo de funcionamento desta licença de obras artísticas digitais, fazendo referência à exposição
Illegal Art, a decorrer até ao dia 25 de Julho na
Galeria dos Artistas do Museu de Arte Moderna de São Francisco. Aliás, ao ler o texto deu-me uma vontade tão irresístivel de ouvir a canção da Pearl que fui ao
Lopster fazer o seu
download... Esta música só irá entrar no domínio público em 2040, creio eu de que...
Creative Commons licensing is in one sense a pragmatic solution to copyright's ills. Artists who want to license their works can easily express their preferences in a way that others can identify and trust. In this way, Creative Commons licensing has enabled collaborations that might otherwise require a lawyer and a dozen inquiries. For example, Colin Mutchler submitted "My Life," an acoutic guitar song, to Opsound, a music registry that requires Attribution-Share Alike licensing; Cora Beth, a total stranger to Colin, then layered a violin onto the song to make "My Life Changed." No copyright lawyers were consulted—or harmed—in the process.
In another sense, Creative Commons licensing is symbolic. It shows that there are alternatives to the current legal regime are possible. Artists can create a world where the law meets their expectations about legitimate appropriations—where museums and sterile McMash-Up contests aren't the only places to see new kinds of art.
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01:38 PM
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julho 17, 2003
Smart Mobs transformam-se em Flash Crowds
Começaram em Junho na cidade de Nova Iorque, tendo o primeiro evento reunido 100 pessoas - a maior parte pertencente à eite cibercultural de Nova Iorque - num determinado tapete localizado no nono andar dos armazéns Macy's. Mas em pouco tempo espalharam-se por todos os Estados Unidos. Neste momento, estão planeados eventos deste tipo para San Francisco, Minneapolis, Texas e Londres. O plano consiste em reunir por email ou telemóvel multidões espontâneas supostamente com objectivos artísticos, sociais e de caridade.
inicialmente, chamavam-se
Smart Mobs, como referência ao livro de Howard Rheingold em que se descreve de que forma é que as novas tecnologias como o SMS dos telemóveis foram utilizadas pelos filipinos para derrubar o presidente Estrada e pelos sérvios para gerar um movimento público de resistência durante os bombardeamentos da NATO em 1999. Ultimamente, têm vindo a ser designados de
Flash Mobs ou
Flash Crowds. E, na minha opinião, talvez esse seja a designação mais adequada tendo em conta a forma como estes eventos têm sido organizados.
Pode-se invocar que se trata de um regresso da
Performance Art e dos
Happenings colectivos da contra-cultura
hippie dos anos 60 ou dos eventos ecologistas. Mas a verdade é que estes eventos parecem não ter qualquer sentido ou objectivo significativo, para além de uma vontade de se dar a mostrar aos outros, de um exibicionismo não muito longe dos
reality-shows da Endemol. Até já existe um site chamado
Flock Smart para tentar registar pessoas para participarem em
flash crowds.
Apesar de não se estar longe do conceito de
Tactical Media, desenvolvido por David Garcia e Geert Lovink, isto é, de órgãos de comunicação social criados e mantidos por pequenas comunidades, normalmente sem acesso a esses próprios média, falta aqui um gesto, um intuito subversivo, em direcção à mudança política, social ou cultural. Com a emergência destas multidões imediatas, os media são momentaneamente "apoderados" pelos cidadãos. Este tipo de eventos são por isso, de facto, instrumentos sociais bastante poderosos. Mas se continuarem a ser utilizados apenas para futilidades e como pontos de convívio social, correm o risco de se vulgarizarem e perderem toda a sua força. De multitudes auto-organizadas e dotadas de inteligência e de objectivos passam a massas desorganizadas sem nada de
smart ou, ainda pior, controladas pelas grandes companhias.
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04:59 PM
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Friendster deverá atingir um milhão de utilizadores nesta semana
O
Frienster, popular serviço de redes sociais que tem "viciado" milhares de pessoas, assimilando de uma inteligente os grupos sociais da vida real numa grande rede virtual, deverá atingir esta semana o primeiro milhão de utilizadores.Aberto ao público em Março mas encontrando-se ainda em versão beta, o serviço tem registado uma taxa de crescimento de 20 por cento por semana, atraindo sobretudo pessoas entre os 25 e os 35 anos.
O objectivo é ajudar os utilizadores a encontrarem pessoas do outro sexo com quem possam combinar um encontro e novos amigos, ao indicarem conhecidos a amigos, ou amigos de amigos, ou ainda a colegas de trabalho e familiares e seus respectivos amigos, e por aí em diante. Como refere a
Wired News num
artigo:
"When signing up, users post a picture of themselves and a list of their interests. Crucially, they are also asked to provide a list of their friends and their e-mail addresses. If their friends also sign up, they are asked to confirm their relationship to the inviter. Once these social links are established, users can traverse the entire web of contacts, finding people they'd like to meet and sending them a message.
The service is fun and easy to use, and the invitation feature not only creates a rich web of contacts, it's also the key to Friendster's viral growth. In addition, the system of validating social relationships provides a kind of virtual "vouch" that protects participants from random contacts."
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12:45 PM
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julho 16, 2003
Philip K. Dick "entrevistado" por Erik Davis
Erik Davis, autor de TechGnosis, concebeu uma entrevista póstuma com Philip K. Dick, famoso autor de obras de ficção científica como Ubik, com base em cassetes que encontrou. Na introdução da
entrevista, disponível no site
Frontweeldrive, ele explica como montou a peça. No seu todo, o texto faz bastante sentido.
"After spending the bulk of his life cranking out pulp paperbacks for peanuts, the science fiction writer Philip K. Dick is now finally recognized as one of the most visionary authors the genre has ever produced. While masterminds like Arthur C. Clarke anticipated technological breakthroughs, Dick, whose speed-ravaged heart called it quits in 1982 when the man was only 53, foresaw the psychological turmoil of our posthuman lives, as we enter a world where machines talk back, virtual reality rules, and God is a product in the check-out line.
Dick's fractured and darkly funny novels have left their mark on video games and rock bands, avant-garde theater and electronic opera. But his influence has been particularly profound in Hollywood. Ridley Scott turned Dick's novel Do Androids Dream of Electric Sheep? into Blade Runner, one of the most powerful SF films of all time. A 1966 short story formed the basis of the Schwarzenegger hit Total Recall, and Steven Spielberg turned Dick's tale "Minority Report" into his darkest flick yet. The reality slips and cartoon metaphysics of The Matrix are thoroughly indebted to Dick, and his spirit hangs heavy over Richard Linkletter's astounding Waking Life.
"In the course of my current researches into techgnostic religious phenomena, I was experimenting with electronic voice phenomena. I was recording the analog noise between tracks on a scratchy old copy of Karl Muck conducting Parzifal with the Bayreuth Festival Chorus onto a cassette tape. Then I would cut, splice, and process the tape in various ways, and then listen to the results. On the third attempt I heard a voice that I recognized, from a tape once available through the Philip K. Dick Society, as belonging to the late science fiction writer. More incredible was my discovery that, by recording my own questions on the same cassette tape, I was able to initiate a genuine dialogue with this mysterious voice. Subsequent research proved, however, that all of the quotations have already made an appearance somewhere in Dick's fiction, letters, or essays. Nonetheless, the conversation seems worth presenting..."
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01:07 AM
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julho 15, 2003
MIT desenvolve motor de pesquisa para pessoas com menos recursos
A pensar nas pessoas e países com poucos recursos financeiros e/ou com uma ligação lenta à Internet, um grupo de investigadores do
Laboratório de Ciências de Computação do
Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu um motor de pesquisa especial em tempo lento, informou a
BBC.
Empregando o
software concebido no âmbito deste programa denominado
TEK (
Time Equals Knowledge), o utilizador envia por
email os termos que se quer pesquisar para um servidor central em Boston, nos Estados Unidos. O programa pesquisa a Rede, escolhe as páginas mais relevantes, comprime-as e envias de volta por
email um dia depois. Desta forma, quer a pesquisa como a consulta dos conteúdos pode ser feitas inteiramente
offline, embora com um pouco de atraso.
Na base do motor de pesquisa TEK - engraçado, esse nome não me parece estranho... -, está a ideia de que as pessoas dos países pobres têm pouco dinheiro mas muito tempo nas suas mãos, ao passo que as dos países ricos dispõem de muitos recursos financeiros mas pouco tempo para gastar.
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06:48 PM
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julho 14, 2003
Músicos independentes britânicos criam site de downloads
Tendo chegado à conclusão que até agora não beneficiaram em nada com as políticas rídiculas da
Associação Norte-Americana para a Indústria Discográfica (RIAA), um grupo de músicos independentes do Reino Unido criou o seu próprio site de
downloads de faixas designado
IntoMusic.co.uk, refere o
Europemedia. Embora qualquer pessoa possa ouvir
streams da música, se se pretender efectuar um
download terá que se pagar uma pequena quantia - dependente de um sistema de créditos, em que se adquire créditos por um determinado número de
downloads. Os músicos têm direito a 50 por cento do montante recebido. Apesar de ter o mérito de ser uma iniciativa à margem da RIAA, este sistema não será talvez o melhor para bandas pequenas, que ainda estão a começar e dispõem, obviamento, de escassos recursos. Caros senhores: Não seria mais útil para a vossa promoção oferecerem
downloads gratuitos de faixas?.
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07:38 PM
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julho 13, 2003
Pesquisa semi-aleatória na Web
Baseado no
Google, o
Banana Slug é uma ferramenta de pesquisas na Web desenvolvida por Steve Nelson que recorre a um truque, anexando automaticamente uma palavra aleatória à outra que serve de raíz à busca. A palavra aleatória pertencem a determinadas categorias como cidades do mundo, cartas de Tarot, entradas do dicionário ou nomes próprios. O objectivo da coisa é obter resultados surpreendentes, ligações nunca antes estabelecidas e ficar a conhecer coisas nunca antes vistas.
"BananaSlug was designed to promote serendipitous surfing: finding the unexpected in the 3,083,324,652 web pages indexed by Google. Directed Google searches return pages most relevant to your search term, based on the pages' popularity on the Web. You may never see some of the pages way down the list that are relevant or interesting, but off the beaten path.
So we give you a little boost. We "seed" your search with another word, chosen at random, and this accidental encounter results in pages you may have overlooked. What, if anything, do all the results have in common? You tell me! We show the seed word at the end of the page, along with the number of results, and how many seed words we needed to try before we got results (it doesn't always happen the first time!)."
Publicado por macaetano em
11:38 AM
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julho 10, 2003
Funcionalidade de caching no Google gera receios de violação de direitos de autor
Alguns grandes grupos de média
estão preocupados com uma funcionalidade de
caching do
Google que permite, por vezes, que os utilizadores acedam a cópias de páginas arquivadas da Web que, por qualquer motivo, passaram a ser de acesso restrito ou já não estão disponíveis na fonte original. Um exemplo de uma página dessas são os artigos de jornais que requerem o registo do utilizador para ter acesso a ou que se tornam inacessíveis passado um determinado número de dias.
Segundo o Google, esta funcionalidade de
caching beneficia os navegadores da Web que tentam aceder a um site que está naquele momento da pesquisa a enfrentar problemas técnicos. Mas alguns advogados especialistas em direitos de autor afirmam que esperam que este caso acabe no tribunal.
A maior parte dos motores de busca realizam um registo estatístico de uma página da Web quando utilizam bots para pesquisar nos conteúdos da página significado ou contexto, mas o Google vai mais longe, ao tirar uma "fotografia" ou cópia digital das páginas e disponibilizando-as aos utilizadores. A imagem permanece no site do Google até à próxima vez que inspeccionar essa determinada página, podendo este período decorrer em poucos dias, seis semanas ou mais. Apesar dos sites poderem bloquear a tal funcionalidade alguns editores não o fazem porque receiam perder importância nos
rankings de pesquisa do motor de busca. Isto embora o Google lhes tenha assegurado que a inclusão de tags "
no cache" no código-fonte do site não afecta os resultados da pesquisa.
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06:13 PM
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julho 08, 2003
Rádio à medida dos gostos de cada um
Directamente da
Wired: A
Last.fm é uma estação de rádio online que incorpora um sistema de filtragem colaborativa que tenta aprender os gostos, preferências e ódios musicais dos ouvintes. Os utilizadores podem preencher um perfil ou começar por ouvir as faixas disponibilizadas. Se a música tocar até ao fim, o sistema regista-o como uma avaliação positiva. Mas se o utilizador não gostar da canção e carregar no botão "Change" no leitor da Last.fm, isso é representado como uma avaliação negativa. Ao longo do tempo é criado um perfil de preferências.
Ao comparar os perfis dos seus ouvintes, o sistema prevê quais as músicas que um determinado utilizador poderá gostar, com base na sobreposição com outros ouvintes que possuem gostos semelhantes. Eu tentei experimentar a novidade mas, ao que parece, o sistema encontra-se actualmente sobrelotado devido à história na Wired.
Publicado por macaetano em
03:04 PM
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Estudo do Pew Internet revela que elas jogam mais online e em PCs do que eles
Um
estudo recente do
Pew Internet & American Life demonstra que a imagem
nerd do estudante universitário fanático dos jogos de vídeo que passa o dia todo no seu quarto a disparar tiros a malfeitores virtuais não passa afinal de um estereótipo. Dos universitários inquiridos neste estudo, 60 por cento das raparigas afirmaram ter jogado títulos de entretenimento
online e em PCs, comparando com apenas 40 por cento dos rapazes. Cerca de metade dos elementos de cada sexo reportaram ter jogado títulos da PlayStation, Xbox e outras consolas.
Outro dado interessante é que, em vez de gastarem o seu tempo tradicional de estudo a jogar, a maior parte dos estudantes indicaram que jogaram apenas nos períodos de intervalo dos estudos. Assim, esta actividade não os desvia do estudo ou de outras actividades, sendo apenas mais uma no seu estilo de vida baseado em multitarefas.
Publicado por macaetano em
02:40 PM
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Gangsters invadem Sims Online
Apesar de estarem a desaparecer entre as comunidades de jogadores de títulos mais agressivos, os
griefers - nome dados aos jogadores de consolas e PCs que se dedicam exclusivamente a destruir e humilhar publicamente os seus oponentes - estão a invandir as comunidades de jogos mais "socialmente correctos" como os
Sims Online. É que embora nâo existam armas neste universo virtual criado por Will Wright, estes jogadores aperfeiçoaram tácticas de perseguição
online que levaram outros a abandonar o jogo, revelou a
Associated Press.
Alguns jogadores do Sims Online afirmaram que os griefers acederam às contas de outros, espalhando rumores sobre pessoas reais através de
instant messaging e, em alguns casos, praticando roubos de identidade. Os psicólogos que analisam o comportamento social
online argumentam que estas violações não são surpreendentes. Contudo, ponderam se será necesssário criar normas sociais e até legais, eventualmente com consequências no mundo real, para evitar esse tipo de comportamento
Publicado por macaetano em
01:10 AM
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julho 07, 2003
Fãs traduzem Harry Potter para alemão em modelo open-source
De acordo com um
site alemão citado na
NetTime, mais de mil pessoas contribuiram para a tradução para alemão do Harry Potter 4. Actualmente, encontram-se já a traduzir o quinto volume que já foi publicado em inglês, ainda não editado em alemão. Este processo iniciou-se com o registo de voluntários, sendo atribuído a cada um cinco páginas que deverão traduzir no prazo de quatro semanas. O original em inglês tem que ser adquirido por eles. Se a sua tradução corresponder aos níveis de qualidade exigidos, o tradutor contribuinte irá obter o acesso às outras páginas traduzidas.
Para assegurar uma maior consistência, existe um
dicionário especial Harry Potter. Para além disso, este projecto também traduz capítulos adicionais escritos por fãs da série de inglês para alemão e vice-versa. Contudo, os textos traduzidos não estão disponíveis para o público em geral, circulando apenas dentro da comunidade de tradutores e outros voluntários que contribuem para o projecto. Esta medida visa evitar que a editora instaure um processo legal.
Publicado por macaetano em
01:11 PM
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julho 05, 2003
Página do Google sobre armas de destruição massiva criada por farmacêutico inglês
A página que eu já referi aqui e que se obtem quando se pesquisa por "weapons of mass destruction" no google e se clica no botão "I'm Feeling Lucky", satirizando a incapacidade dos Estados Unidos de encontrarem um verdadeiro motivo para a invasão do Iraque foi criada no dia 12 de Fevereiro - antes da invasão e da consequente ocupação -, tendo obtido um milhão e meio de
page impressions só durante esse mês.
O seu autor, Anthony Cox, um farmacologista de Birmigham, no Reino Unidos, contou ao
The Register que chegou mesmo a receber uma mensagem da equipa de inspecções da
ONU em Nova Iorque, dizendo-lhe que a página-piada tinha animado o ambiente do escritório. A sátira de Cox desencadeou-se quando este colocou o conteúdo da página no
newsgroup da Usenet uk.humour, tendo-se difundido a partir daí.
Uma outra artimanha recente desse tipo, geralmente designada por
Google Bomb, refere-se também ao Iraque, tendo sido fruto de uma manipulação efectuada por um dos próprios funcionários do Google, Jason Shellen. Ao introduzir "French Military Victories" no Google e clicar no botão "I'm Feeling Lucky", é-nos informado que nenhuma página da Web corresponde aos termos pesquisados. Em seu lugar, sugerem-nos "French Miltary Defeats"...
Segundo Daniel Brandt, fundador da
Namebase e responsável pelo
Google Watch, Shellen empregou técnicas de
cloaking para obter esse resultado.
Cloaking refere-se à prática de fornecer aos
bots pesquisadores ou
crawlers do Google páginas especialmente modificadas. Shellen carregou 33 das suas páginas de arquivo com
links para a página falsa que não se encontram presentes em páginas comuns.
Desta forma, os
bots detectaram a alteração, mas o humano comum não. O Google rejeita este tipo de práticas e refere no seu FAQ para
webmasters que "poderá banir pemanentemente do seu
index quaisquer sites ou autores de sites que pratiquem
cloaking para distorcer a posição em que aparecem nos resultados das pesquisas". O artigo de Brandt sofre, contudo, de uma tendência anti-bloggers aguda, aliás compartilhada por Andrew Orlowski, o jornalista do The Register responsável por esta peça. Para eles, os "A-list" bloggers constituem uma cabala diabólica que controla completamente o Google.
Publicado por macaetano em
03:27 AM
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julho 03, 2003
Onde estão as armas de destruição massiva?
Vá até a www.google.com. Introduza a frase "weapons of mass destruction" e carregue em seguida no botão I'm Feeling Lucky. Agora, leia atentamente as mensagens de erro...
Publicado por macaetano em
11:01 PM
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Controle os seus governantes
Um projecto interessante com origem no
Massachusetts Institute of Technology (MIT) visa atacar as voltas das recentes iniciativas da Administração Bush para espiar, controlar e monitorizar os cidadãos norte-americanos ao colocar nas mãos da opinião pública mecanismos que facilitem o controle dos seus governantes. Com a alcunha de "Google for Government", esta iniciativa é oficialmente conhecida por
Government Information Awareness System - um trocadilho com o nome da proposta
Terrorist ou Total Information Awareness System que o
Pentágono tem vindo a tentar levar em frente.
O objectivo consiste em obter mais informação disponível publicamente para utilização pelos cidadãos. Apesar do site inicial conter já uma vasta gama de informação política, os responsáveis esperam que este volume de dados aumente com a contribuição de utilizadores. Para reduzir ao máximo a quantidade de informação incorrecta e falsa, os organizadores estão a tentar estabelecer um sistema de credibilidade, que irá ajudar a que os dados mais credíveis surgem em primeiro lugar. Outro dos planos consiste na possibilidade de as pessoas criarem um "ciclo de confiança" onde os items que os outros utilizadore em que confiam consideram credíveis têm mais probabilidades de serem considerados credíveis também para elas. O sistema tenta ainda ligar-se directamente a qualquer governante que esteja a ser referido para permitir que essa fonte original pondere a credibilidade da informação.
Publicado por macaetano em
10:53 PM
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julho 02, 2003
Opencontent encerra para juntar esforços no projecto Creative Commons
O activista da Net e académico alemão Florian Cramer informou ontem na
mailing-list Nettime que o projecto de licenciamento
open-source de conteúdos em formato digital
OpenContent acaba de ser encerrado por decisão do seu criador David Wiley:
"As can be read on Slashdot
and opencontent.org itself,
www.opencontent.org, the site which in 1998 coined the concept of "Open
Content" is about to dissolve. Its two popular licenses, the Open
Content License and, even more importantly, the Open Publication License
(used among others by O'Reilly and Prentice Hall publishers) will no
longer be maintained and supported.
Instead, opencontent.org creator David Wiley will join the "Creative Commons" project as a "Director of Educational
Licenses" and therefore advocate to use the Creative Commons license toolkit instead of the original opencontent.org licenses."
Publicado por macaetano em
02:19 AM
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